MARGARINA FAZ MAL À SAÚDE ?

Margarina no pão

Margarina Faz Mal à Saúde?

Depois dos ovos, carne vermelha, glúten e café, agora parece ser a vez da margarina entrar para a lista dos alimentos mais controversos de nossas dietas.
Consumida em todas as regiões do país e alardeada como uma alternativa mais saudável à manteiga de origem animal, a margarina vem aos poucos deixando de ser uma unanimidade entre os nutricionistas.
Isso tem levado muitas pessoas a se questionarem se, afinal, a margarina faz mal à saúde ou se ela seria na verdade um alimento que tem seu lugar de direito em uma dieta para a manutenção da saúde e da boa forma.

O que exatamente é a margarina?

Bastante genérico, o termo costuma ser empregado para descrever gorduras alimentares de origem vegetal utilizadas em substituição à manteiga. Na época de sua invenção, há mais de dois séculos, a margarina era utilizada como uma alternativa mais barata à manteiga, embora também fosse de origem animal.
No século passado, cientistas descobriram um método para solidificar os óleos vegetais (naturalmente líquidos em temperatura ambiente), e assim a gordura animal foi substituída na fórmula original (é possível haver até 20% de gordura animal na margarina “moderna”).
Embora tenha de fato um custo menor que a manteiga, a margarina ganhou bastante espaço nas últimas décadas devido às campanhas dos órgãos de saúde, que passaram a sugerir uma redução no consumo de gorduras saturadas de origem animal.
Hoje a margarina é utilizada não apenas por aqueles que querem economizar, mas por muitas pessoas que acreditam que ela é mais saudável que a manteiga.

Como é feita?

Antes de analisarmos se a margarina faz mal à saúde, é importante entender como ela é fabricada, já que é exatamente aí que reside boa parte da controvérsia sobre o alimento.
O processo de fabricação da margarina mais utilizado hoje em dia pode ser resumido nas seguintes etapas:
  1. Óleos vegetais são extraídos da soja, milho, dendê, girassol, amendoim ou semente de algodão. O processo é feito através do uso de hexano, um solvente químico;
  2. O óleo é tratado com vapor para remoção das impurezas (essa etapa destrói vitaminas e antioxidantes originalmente presentes no óleo in natura);
  3. Hidrogênio molecular é acrescentado ao óleo, na presença de um catalisador (geralmente o níquel). Esse processo faz com que os ácidos graxos insaturados se tornem líquidos e saturados. Quanto mais eficaz esta etapa de hidrogenação, mais firme será a margarina resultante. E por que hidrogenar a margarina? Exatamente para torná-la semi-sólida. A hidrogenação parcial produz uma gordura acinzentada e granulosa, e é ela a responsável pela formação das famosas gorduras trans;
  4. Depois da hidrogenação, são adicionados emulsificantes para retirar os grumos e alvejante para remover o tom acinzentado da mistura;
  5. Um novo tratamento com vapor remove os odores químicos resultantes de todos os componentes utilizados nas etapas anteriores;
  6. Corantes artificiais, aromatizantes, vitaminas e sal (existem também processos de fabricação que utilizam leite desnatado e gordura animal) são acrescentados, e então a margarina está pronta para comercialização.
Como veremos mais adiante, é importante salientar que nem todas as margarinas passam pelo controverso processo de hidrogenação.

O problema das gorduras trans


E por que as gorduras trans são tão nocivas?
Os ácidos graxos do tipo trans, formados a partir do processo de hidrogenação, simplesmente não existem na natureza. E a margarina é o alimento com o maior teor de gordura trans em sua composição.
Inúmeras pesquisas têm encontrado uma associação entre o consumo dos ácidos graxos trans e complicações de saúde. Ácidos graxos e óleos parcialmente hidrogenados afetam a composição das membranas celulares e podem causar desde inflamações e insensibilidade à insulina até infarto e câncer.
De acordo com a American Heart Association, além de elevar as taxas de colesterol LDL (“mau” colesterol) no sangue, as gorduras trans encontradas em boa parte das margarinas ainda reduzem os níveis de HDL.
De acordo com uma ampla revisão científica publicada em 2015 no prestigioso British Medical Journal, a gordura saturada não aumenta o risco de infarto, doença cardíaca ou diabetes. Por outro lado, o consumo de gordura trans presente em alimentos como a margarina eleva o risco de morte em 34%.
Você deve estar se perguntando o porquê da indústria utilizar as gorduras trans, apesar de seus comprovados riscos à saúde. A resposta é bastante simples: elas custam menos, e o processo de hidrogenação melhora a textura e o sabor do alimento.
E o mais importante para um alimento industrializado: as gorduras trans prolongam o tempo de prateleira do produto.

Então a margarina faz mal à saúde?

Se a gordura trans é prejudicial ao organismo, mas nem todas as margarinas apresentam ácidos graxos trans em sua composição, isso significa que nem toda margarinas faz mal à saúde, correto?
Não exatamente. A margarina faz mal principalmente porque contém gordura trans, mas não apenas por este motivo.
O processo de múltiplas etapas para a fabricação do alimento envolve, como já vimos, o uso de solvente químico, metal catalisador, emulsificantes, espessantes, corantes (lembre-se de que a margarina é naturalmente acinzentada) e uma série de outros produtos químicos que estão longe de torná-la um produto saudável.
Isso sem contar que, com a recente “demonização” das gorduras trans, muitos fabricantes de alimentos foram obrigados a recorrer a outro mecanismo para continuar fabricando margarina com a mesma textura e sabor que conhecemos hoje.
Conhecido como interesterificação, o processo, ao contrário da hidrogenação, não altera o grau de saturação dos ácidos graxos – ou seja, ele não leva à formação de gorduras trans.
Além de conter resíduos de produtos químicos e compostos oxidantes (conhecidos como radicais livres) que danificam as células, a margarina interesterificada ainda pode causar uma série de complicações.
Um estudo publicado na revista Nutrition and Metabolism demonstrou que a gordura interesterificada altera o metabolismo e aumenta em até 20% a taxa de glicose no sangue. Ou seja: trocar a margarina com gordura trans pela margarina interesterificada não parece trazer quaisquer vantagens.
Isso nos leva a concluir que a margarina faz mal por ser um produto altamente manipulado e totalmente artificial, que altera o metabolismo e predispõe o organismo a uma série de doenças. Na realidade, embora contenha muitas vezes vitaminas, ácidos graxos do tipo ômega 3, azeite e outros ingredientes “saudáveis”, ela não deveria estar diariamente presente na mesa de boa parte da população brasileira.
Veja abaixo um vídeo onde o cardiologista e nutrólogo brasileiro Dr. Lair Ribeiro fala sobre como a margarina faz mal ao organismo e seus principais efeitos nocivos:

Margarina ou Manteiga?

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Após os órgãos de saúde passarem décadas afirmando que as gorduras saturadas eram as grandes vilãs das dietas, a manteiga acabou sendo preterida pela margarina. Como não contém colesterol e é quase toda de origem vegetal, a margarina passou a ser vista como uma “salvação” para a dieta ocidental rica em gordura saturada.
Mas, como centenas de estudos atestam, o aumento no consumo de óleos vegetais não melhorou os índices de saúde da população. Aliás, como bem sabemos, o efeito foi quase que contrário.
Com organismos altamente inflamados pelos óleos vegetais e gorduras hidrogenadas, vimos as taxas de colesterol, diabetes e obesidade irem às alturas. E tudo isso com o consumo quase indiscriminado de margarina – um alimento sem colesterol.
Nosso corpo é uma máquina que cresce, desenvolve e se regenera. E para poder funcionar adequadamente (leia-se manter um metabolismo equilibrado), ele necessita de energia e nutrientes essenciais. Isso significa que, quanto melhor um alimento, maiores serão seus benefícios à saúde.
E o oposto também é verdade: um alimento recheado de aditivos químicos, que passou por processos nada naturais e pode conter resíduos de solventes, pode prejudicar nosso corpo.
Portanto, optar por alimentos com menos etapas de processamento como a manteiga ainda é uma melhor opção do que escolher produtos que apenas parecem mais saudáveis.
Apenas não exagere: a manteiga é rica em lipídios, e também pode causar oxidação no organismo. O segredo aqui é utilizar com moderação, o que pode ser entendido como apenas algumas poucas gramas do alimento ao dia.
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)
Referências adicionais:

Fonte:http://www.mundoboaforma.com.br/margarina-faz-mal-saude/

Cremosa e Perigosa: Como a Margarina Pode Prejudicar Sua Saúde





Coma Margarina e Envelheça Mais Rápido
Os óleos e gorduras parcialmente hidrogenados não existem na natureza. São produtos da indústria de processamento de alimentos; versões modificadas dos óleos e gorduras naturais.
Na natureza, quase todas as gorduras e óleos possuem uma estrutura, um formato, que recebe o nome de cis. Porém, após sofrerem a ação de um bombeamento de hidrogênio sob alta pressão e temperatura, a estrutura se modifica e essas gorduras parcialmente ou totalmente hidrogenadas passam a receber o nome de trans.
A indústria alimentícia adora as gorduras trans. É que os alimentos à base dessas gorduras e óleos hidrogenados possuem um prazo de validade muito maior. Elas se são o ingrediente principal da maioria das margarinas e também entram na composição de inúmeros alimentos industrializados.
Mas no nosso organismo, as gorduras trans que ingerimos são incorporadas nas membranas celulares, provocando alterações na composição dessas estruturas delicadíssimas. Além disso, elas adentram as vias metabólicas das gorduras normais, perturbando a função do organismo como um todo.
Muitas funções essenciais do nosso organismo dependem de certas substâncias que controlam os processos inflamatórios e recebem o nome de prostaglandinas. Existem prostaglandinas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias. Num indivíduo normal, existe um constante equilíbrio entre elas, de modo que a inflamação possa se manifestar apenas quando necessário para a defesa do organismo. A ingestão de gorduras e óleos trans desequilibra esta ordem, provocando um aumento na ação das prostaglandinas pró-inflamatórias. Tal alteração pode resultar em uma facilidade muito maior para desenvolver toda sorte de processos dolorosos que compreendem estados inflamatórios, desde cólicas menstruais, dores nas juntas, nas costas e, claro, dores de cabeça e enxaquecas.
Estudos demonstram, em animais ingerindo gorduras hidrogenadas, uma diminuição na capacidade das células em reagir com a insulina. Este fenômeno, que recebe o nome de resistência à insulina, resulta num aumento da concentração desta substância no sangue. Quem já leu o meu livro Enxaqueca 51; Finalmente Uma Saída sabe que isso gera, no cérebro, um desequilíbrio nos níveis de serotonina, cuja conseqüência é a enxaqueca, a depressão, a ansiedade e o pânico.
Como se não bastasse, a margarina e as gorduras hidrogenadas trans podem elevar o colesterol ruim (LDL), baixar o colesterol bom (HDL), aumentar os níveis de uma substância geradora de doenças arteriais denominada lipoproteína (a), diminuir o volume e o poder nutritivo do leite materno, prejudicar a resposta imunológica, diminuir os níveis de testosterona em animais, inibir a ação de enzimas necessárias ao bom funcionamento das membranas celulares, e prejudicar a incorporação de importantes óleos ômega-3 pelo organismo.
Existem, hoje, milhões de pessoas consumindo, regularmente, gorduras e óleos hidrogenados, sofrendo os efeitos colaterais destes produtos, e simplesmente mascarando os seus sintomas com remédios, sejam eles preventivos ou para crise, ao invés de realizarem mudanças básicas na alimentação. Em todos os pacientes que procuram minha clínica com sintomas de dores crônicas de cabeça e uso de analgésicos e antiinflamatórios, uma grande parte obtém melhora significativa quando, através de mudanças alimentares realizadas em reuniões com grupos de pacientes ao pé do fogão, eu corrijo desequilíbrios na composição de óleos e gorduras no organismo desses pacientes, causados, em grande parte, pelo consumo de margarina, gorduras hidrogenadas e óleos e gorduras trans.
Muitas pessoas obtiveram grandes melhoras de quadros como enxaqueca, dores nas costas, cólicas menstruais e artrite, após a retirada total de gorduras e óleos trans da dieta. Algumas destas pessoas já achavam que suas dores eram normais! Mas a verdade é que não existem dores de cabeça normais, nem cólicas menstruais normais e muito menos artrites normais. Fique de olho, pois muita gente simplesmente pensa que ter dor é normal, é simplesmente conseqüência do stress, da idade, ou da falta de algum remédio.
Como conseguir isso?
Leia os rótulos! Todos! Leia-os como se a sua vida dependesse deles. Na verdade, ela depende mesmo!
No início, você pode levar um susto: a sua primeira impressão poderá ser de que tudo contém gordura hidrogenada. Sinal que você está comendo errado faz tempo! Você poderá encontrar gordura hidrogenada em rótulos de margarinas, batatinhas chips, bolachas, biscoitos, bonbons, bolos, pipocas de cinema e em quase todos os lanches da sua lanchonete favorita. A ingestão das gorduras hidrogenadas contidas nestes alimentos contribui para o aparecimento de muitas dores de cabeça da vida moderna.
Infelizmente, os interesses da indústria alimentícia resultaram em uma grande desinformação sobre as gorduras que ingerimos. Na prática, a maior parte da classe médica, da grande mídia e da popualção em geral não tem conhecimento do grande número de pesquisas apontando para os efeitos adversos das margarinas e gorduras hidrogenadas. É de arrepiar os cabelos que, em pleno ano de 2004, com tantas informações científicas à disposição, a maioria dos médicos e nutricionistas ainda considera a margarina como sendo um alimento saudável, e recomenda o uso deste ingrediente no lugar da manteiga para tentar prevenir ou melhorar as doenças do coração de seus pacientes. O fato científico indiscutível e consumado é que as gorduras trans aumentam o risco cardíaco muito mais que as gorduras naturais na dieta.
Por essas e por outras, defenda a sua saúde evitando, o quanto mais, que a margarina e todas as outras gorduras hidrogenadas invadam o seu corpo.
Só depende de você!
Fonte:http://www.medicinadoestilodevida.com.br/margarina/
manteiga ou margarina
DICAS

MANTEIGA OU MARGARINA: O QUE É MELHOR?

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras – e a dúvidamanteiga ou margarina está no meio dessa polêmica. Hoje, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são indispensáveis, e aquelas que realmente não fazem bem.
Há tempos, tornou-se hábito adotar a margarina no lugar da manteiga porque acreditava-se que fazia menos mal por ser de origem vegetal. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã e há estamos acostumados com isso. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde!
Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo uma foto com um texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas.
Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE MANTEIGA E MARGARINA?

Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina… Ela vai precisar de mais de uma linha para a explicação de como é produzida.
De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas.

MANTEIGA OU MARGARINA? MANTEIGA!

Em especial, por causa das calorias (você ainda conta calorias?!), e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans (da margarina) é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. – e ele está na maioria das margarinas! (para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico!).
Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor, ela contém muito mais que se imaginava. Passeando no blog da Pat Feldman podemos ver em alguns posts que a manteiga contém ácido burítico (bom para a saúde metabólica e intestinal), vitamina A (antioxidante e facilitadora da digestão das proteínas) e ainda ajuda a prevenir a artrite e osteoporose, além de doenças na tiroide e outras. Ufa!
Só é preciso prestar atenção, porque como a maioria dos produtos industrializados, estão colocando aditivos que não são nada legais. Por isso, é sempre bom olhar os ingredientes. Além da manteiga, eu utilizo no meu dia a dia as seguintes fontes de gordura (boas): azeite extra virgem, óleo de coco e ghee (manteiga clarificada), além das frutas como abacate e coco, assim como as oleaginosas.
Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.
Beijinhos, 
Carol!
Fonte:http://www.falecomanutricionista.com.br/manteiga-ou-margarina/

Margarina é mais saudável que manteiga

Não necessariamente. A primeira costuma ter gordura trans, enquanto a segunda é cheia de gordura saturada e colesterol
Texto Giselle Hirata
Novembro de 2009-Edição271a
Consumidores que procuram evitar alimentos gordurosos não titubeiam no supermercado: compram sempre margarina em vez de manteiga. Mas quem disse que uma é mais saudável que a outra? Na propaganda, algumas marcas de margarina são espertas: vendem a ideia de que o importante é fugir do colesterol contido nas manteigas (ricas em gordura saturada). Só não avisam o telespectador que seu produto contém a famigerada gordura trans, tão prejudicial à saúde quanto a saturada.

Manteiga nada mais é do que a nata do leite, batida até se transformar numa emulsão cremosa, na qual predominam o colesterol e a gordura saturada - comuns em alimentos de origem animal. Portanto, o consumo exagerado pode acarretar problemas cardiovasculares. Já a margarina é obtida por meio da hidrogenação de óleos vegetais e contém gordura trans, produzida artificialmente com a finalidade de conservá-la por mais tempo e deixá-la com uma consistência mais apetitosa. Em excesso, eleva o colesterol ruim (LDL). Resultado: quem consome margarina não leva vantagem sobre o consumidor de manteiga: no fim das contas, corre o mesmo risco de enfrentar infartos e derrames cerebrais no futuro.

O jeito, portanto, é comprar margarinas livres de gordura trans. E não exagerar no consumo, quaisquer que sejam as gorduras em questão. A quantidade máxima recomendada, inclusive para manteiga, é de 8 gramas por dia (o equivalente a uma pontinha de faca passada numa fatia de pão), não mais do que 3 vezes por semana.


Margarina x Manteiga Quem disse que uma é melhor que a outra? 

UMA COLHER DE CHÁ (8 GRAMAS) - Calorias
MARGARINA - 54,8
MANTEIGA - 58,64


UMA COLHER DE CHÁ (8 GRAMAS) - Colesterol (em miligramas) 
MARGARINA - 0
MANTEIGA - 17,52


UMA COLHER DE CHÁ (8 GRAMAS) - Gordura saturada (em gramas) 
MARGARINA - 0 
MANTEIGA - 4,04


UMA COLHER DE CHÁ (8 GRAMAS) - Gordura trans (em gramas) 
MARGARINA - 0,7 
MANTEIGA - 0


UMA COLHER DE CHÁ (8 GRAMAS) - Gordura total (em gramas) 
MARGARINA - 6,06 
MANTEIGA - 6,48
Fonte: Sonia Tucunduva Philippi (nutricionista).
http://super.abril.com.br/ciencia/margarina-e-mais-saudavel-que-manteiga
Margarina no pão

Manteiga ou Margarina – Qual é Mais Saudável?

Manteiga
O debate entre manteiga ou margarina é tão antigo e polêmico quanto se ovo e café são bons ou não para a saúde. Há algumas décadas, a margarina apareceu como a alternativa saudável à manteiga. Alguns especialistas começaram a apontar a manteiga como nociva à saúde por ter gordura saturada, que aumentaria o LDL (colesterol ruim). E, como a margarina é feita de óleos vegetais, ela oferece gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas que são importantes para a saúde.
Porém, não é tão simples assim, margarina é um produto industrializado com uma série de conservantes e aditivos químicos nocivos a saúde e o pior: muitas possuem gordura trans, que faz muito mais mal que a gordura saturada da manteiga.
Pesquisas mais recentes inclusive apontam que a gordura saturada da manteiga não necessariamente faz mal a saúde. A verdade é que há muitas pesquisas científicas que estão fazendo a comunidade científica mudar de posição sobre várias substâncias como gordura saturada e colesterol.
O importante é entender como os dois alimentos são feitos, que benefícios e malefícios eles podem trazer a saúde e prestar muita atenção na composição de nos valores nutricionais antes de comprar, pois diferentes marcar oferecem diferentes produtos.
Vamos avaliar agora se é melhor escolher manteiga ou margarina e por que!

A manteiga

Manteiga é um produto animal, feito com a gordura do leite, consumido há centenas de anos. Ela é criada através de um processo simples e não precisa receber aditivos químicos. Além da gordura do leite, ela normalmente contém uns 15% de água, outros resquícios do leite, e sal.
Os nutrientes da manteiga variam um pouco de acordo com a alimentação do animal, mas ela contém também proteína, cálcio, fósforo, vitamina A, D, E. A manteiga foi considerada não saudável durante décadas porque possui gordura saturada e colesterol, que normalmente estão associados a um aumento do colesterol ruim (LDL), entupimento de artérias e doenças cardíacas.
Porém, pesquisas recentes apontam que alimentos ricos em gordura saturada e colesterol em moderação não fazem mal para saúde. Ao contrário, podem fazer bem.
A manteiga feita a partir do leite de vacas que se alimentam de pasto e são criadas livremente oferecem vitamina K2 (importante para prevenir doenças como câncer, osteoporose e problemas de coração), CLA (um ácido graxo que previne câncer e diminui a massa gorda do corpo), butirato (um ácido graxo que tem função anti-inflamatória e auxilia a digestão) e ômega-3 (que é fundamental para a saúde, principalmente para quem já consome ômega-6 em excesso).

A Margarina

É um alimento processado substituto da manteiga feito de óleos vegetais. A margarina foi criada inicialmente como um substituto barato para manteiga, no começo do século XIX. A margarina que conhecemos hoje foi criada no começo do século XX, quando cientistas descobriram como endurecer óleos vegetais.
O processo de produção tem várias etapas: primeiro os óleos são extraídos de vegetais como milho, algodão, soja e girassol, e depois passam por um processo de limpeza para retirar as impurezas. Em seguida, os óleos são hidrogenados para se tornarem sólidos. O produto passa por um novo processo de limpeza e por fim são adicionadas substâncias como vitaminas sintéticas e corantes para tirar a cor cinzenta do produto.
A margarina normalmente não possui gorduras saturadas e pode ter uma série de nutrientes importantes para a saúde inseridos artificialmente. O maior problema é que o processo de hidrogenação pode produzir gorduras trans, que é muito nocivo para a saúde – aumenta o colesterol ruim (LDL) e diminui o HDL (o “bom”), aumentando o risco de doenças do coração.
Como a gordura trans é produzida no processo de hidrogenação, normalmente quanto mais sólida a margarina é, mais gordura trans ela possui. Há opções sem gordura trans, mas é preciso ficar atento, às vezes produtos que informam “sem gordura trans” ainda possuem a substância em alguma quantidade. Para ter certeza, é preciso conferir se não há nem “gordura trans” nem “gordura hidrogenada” na composição.
Além disso, ela é rica em ácidos graxos poli-insaturados ômega-6 e, por ser industrializada, ela pode conter uma série de conservantes, corantes e outros aditivos químicos. O ômega-6é importante para o nosso corpo, o problema é que, em geral, as pessoas já consomem esta substâncias em excesso e isso pode causar uma série de problemas, inclusive câncer.

A gordura saturada da manteiga é realmente nociva?

Recentemente, parte da comunidade científica tem mudado a opinião em relação a gorduras saturadas. O que acontece é que estudos apontam que gorduras saturadas naturais, que são produzidas naturalmente e são encontradas em produtos animais como a manteiga, não só não fazem mal, como fazem bem para a saúde.
Uma série de estudos apontam que essas gorduras são componentes essenciais para as membranas celulares, a produção de alguns hormônios e para o transporte e absorção de algumas vitaminas e minerais. Algumas pesquisas apontam que, na verdade, comer gordura saturada aumenta o colesterol bom (HDL), e transforma o LDL de pequeno e denso (ruim) para o grande, que faz bem a saúde.
Especialistas também defendem que ingerir colesterol também não é nocivo, comer produtos que contém colesterol aumenta a quantidade de HDL e melhora o LDL. O que de fato causa níveis altos de colesterol ruim no sangue são outras substâncias, como gordura trans.
Recentemente, um estudo com dados de quase 350 mil pessoas concluiu que não há evidências que consumir gorduras saturadas entope artérias e pode levar a doenças cardíacas.
Um estudo australiano acompanhou 458 homens que tiveram problemas cardíacos. Metade deles foram instruídos a diminuir o consumo de gordura saturada (como da manteiga) e aumentar o consumo de óleos vegetais ricos em gordura poli-insaturada, como margarina. Este grupo acabou com 70% mais chance de morrer de doenças cardíacas do que o outro grupo.

Manteiga ou margarina?

Sim, a maior parte dos especialistas defende que a manteiga é uma opção muito mais saudável. A margarina é um produto processado e mesmo as que são livre de gordura trans oferecem uma quantidade grande de ômega-6 (que é preciso comer em pequenas quantidades) e uma quantidade grande de aditivos químicos e conservantes.
Enquanto isso, a manteiga é rica em vitaminas e gorduras boas, que são essenciais para o funcionamento do coração, cérebro, e sistema nervoso. Além disso, ela possui propriedades antioxidantes e, de acordo com estudos recentes, a gordura saturada e colesterol presente na manteiga são bons para o coração, em moderação.
Porém, como dito antes, é importante analisar a composição e os valores nutricionais de cada produto.
Algumas margarinas são realmente livres de gorduras trans e são enriquecidas com substâncias importantes para a saúde como ômega-3, esteróis e estanóis vegetais. São substâncias que fazem bem para o coração, ajudam a baixar os níveis de colesterol ruim e aumenta o colesterol bom. Porém, elas ainda contém aditivos químicos que pode ser nocivos para a saúde.
Na hora de escolher entre manteiga ou margarina, o principal é estar muito atento aos valores nutricionais e, claro, nunca comer em excesso.
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)
Referências adicionais
  1. Siri-Tarino, Patty W., et al. “Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease.” The American journal of clinical nutrition (2010): ajcn-27725.
  2. Mente, Andrew, et al. “A systematic review of the evidence supporting a causal link between dietary factors and coronary heart disease.” Archives of internal medicine 169.7 (2009): 659-669.
  3. Mutungi, Gisella, et al. “Eggs distinctly modulate plasma carotenoid and lipoprotein subclasses in adult men following a carbohydrate-restricted diet.” The Journal of nutritional biochemistry 21.4 (2010): 261-267.
  4. Fernandez, Maria Luz. “Dietary cholesterol provided by eggs and plasma lipoproteins in healthy populations.” Current Opinion in Clinical Nutrition & Metabolic Care 9.1 (2006): 8-12.
  5. P. Simopoulos, “Evolutionary aspects of diet, the omega-6/omega-3 ratio and genetic variation: nutritional implications for chronic diseases“, Biomedicine & Pharmacotherapy, Volume 60, Issue 9, November 2006, Pages 502-507, ISSN 0753-3322.
  6. Amarù, Danielle L., and Catherine J. Field. “Conjugated linoleic acid decreases mcf-7 human breast cancer cell growth and insulin-like growth factor-1 receptor levels.” Lipids 44.5 (2009): 449-458.
  7. Gao, Zhanguo, et al. “Butyrate improves insulin sensitivity and increases energy expenditure in mice.” Diabetes 58.7 (2009): 1509-1517.
  8. Vorlat, Anne, Viviane M. Conraads, and Christiaan J. Vrints. “Regular use of margarine-containing stanol/sterol esters reduces total and low-density lipoprotein (LDL) cholesterol and allows reduction of statin therapy after cardiac transplantation: preliminary observations.” The Journal of heart and lung transplantation 22.9 (2003): 1059-1062.
  9. Bonthuis, M., et al. “Dairy consumption and patterns of mortality of Australian adults.” European journal of clinical nutrition 64.6 (2010): 569-577.
  10. Ramsden, Christopher E., et al. “Use of dietary linoleic acid for secondary prevention of coronary heart disease and death: evaluation of recovered data from the Sydney Diet Heart Study and updated meta-analysis.” BMJ: British Medical Journal 346 (2013).
Fonte:http://www.mundoboaforma.com.br/margarina-faz-mal-saude/

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